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Jun

Dossiê ACTA: para desvendar a ameaça ao conhecimento livre

O que é, como foi revelado e quais os desdobramentos do acordo internacional secreto que pode bloquear a trocas pela internet, proibir os medicamentos genéricos e ampliar as desigualdades entre países ricos e pobres. Há alternativas?

(29/03/2010)

Esta é a primeira versão de um texto colaborativo. Veja aqui como participar de sua construção e difusão

Em 25 de março, o governo de Barack Obama tornou público o esboço de um acordo internacional espantoso. Eufemisticamente denominado ACTA – as iniciais em inglês de Acordo Comercial Anti-Falsificação [1] –, ele tem objetivos muito mais vastos. Incide sobre a circulação de bens simbólicos – a atividade que mais mobiliza a criatividade humana no presente, e também a que mais desperta expectativas de lucros. Mas o faz no sentido do controle. Ao invés de incentivar e qualificar a expansão das trocas livres, restringe e mercantiliza o intercâmbio de cultura, conhecimento, marcas e fórmulas necessárias ao combate das doenças.

Recorre, para tanto, a métodos totalitários e policialescos, que ferem em múltiplos pontos a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Permite violar correspondência sem ordem judicial e intervir na comunicação pessoal. Encarrega os provedores de acesso à internet e os serviços de hospedagem de sites de vigiar e punir os internautas. Criminaliza, em especial, a troca não-comercial de arquivos via internet, o que ameaçaria milhões de pessoas com penas de prisão [2]. Atinge kafkianamente o software livre – ainda que os programadores que o constroem não reivindiquem direito a propriedade. Como frisa James Love, no Knowledge Ecology International, um dos site envolvidos na mobilização internacional sobre o tema, o ACTA enquadra, sob o conceito de “escala comercial”, não apenas o que tem “motivação direta ou indireta de ganho financeiro”, mas “qualquer sistema de grande amplitude”. Em outras palavras, as grandes corporações que comercializam produtos culturais querem colocar fora da lei aqueles que os oferecem gratuitamente…. É uma ameaça, a longo prazo, até mesmo a serviços como o Google [3].

Estabelece penas que ultrapassam a pessoa do suposto infrator, violando um princípio jurídico que vem do direito romano [4]. Bloqueia a circulação internacional de medicamentos genéricos, que considera frutos de violação à propriedade intelectual das indústrias farmecêuticas. [5]. Submete os serviços públicos de alfândega a interesses e determinações de empresas privadas. [6]. Procura frear a emergência dos países do Sul do planeta e a possibilidade de uma divisão mais justa da riqueza — congelando a divisão internacional do trabalho hoje existente.

* * *

Debatido sigilosamente há três anos, o rascunho do acordo só veio à luz depois de uma série de pressões de grupos da sociedade civil e de alguns parlamentares. Mas a falta de transparência nunca foi completa. Sucessivas baterias de reuniões internacionais foram desenhando o ACTA. A elas tiveram acesso os governos de um pequeno grupo de países: Estados Unidos, Japão, Suíça e União Europeia, desde 2007; Austrália, Canadá, Coreia do Sul, Emirados Árabes, Jordânia, México, Marrocos, Nova Zelândia e Singapura, numa segunda etapa. E embora excluíssem os Parlamentos, os representantes do Poder Judiciário e a sociedade civil, os governantes sempre tiveram a companhia dos grandes lobbies empresariais [7] — o que bastaria para atestar o caráter não-republicano e ilegítimo da proposta.

* * *

O ACTA é o lance mais recente de uma grande disputa civilizatória, que emergiu na virada do século e marcará, agora está claro, as próximas décadas. Por um lado, a economia do imaterial e a internet abrem, entre os seres humanos, possibilidades inéditas de liberdade, autonomia, des-hierarquização, invenção e criação colaborativas de riquezas. Na direção oposta, setores do capital procuram capturar esta riqueza comum. Para tanto, investem inclusive contra as liberdades conquistadas já na época da Revolução Francesa.

Mecanismos para restringir a soberania dos Estados e sociedades, impedindo-as em especial de “interferir” sobre a “autonomia” das grandes empresas, foram propostos pelo Acordo Multilateral de Investimentos (AMI). Articulado até 1998, no Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômica (OCDE), ele exigia pagamento de indenizações aos “investidores”, sempre que os Estados adotassem medidas que pudessem resultar em redução de lucros – uma legislação trabalhista ou ambiental mais protetoras, por exemplo. Foi também negociado em sigilo, mas ao final vencido por uma articulação da sociedade civil. Ela se espraiou por diversos países – o que era, então, incomum – e ganhou força ao denunciar o caráter oculto, e portanto antidemocrático, da iniciativa da OCDE.

Eram tempos de forte supremacia das ideias neoliberais. Por isso, a derrota do AMI pareceu mero acidente de percurso. Mecanismos muito semelhantes foram incluídos, pela Organização Mundial do Comércio (OMC), na convocação de uma rodada de negociações internacionais para liberalizar as trocas internacionais – a chamada Rodada do Milênio. Ela previa, além disso, enorme pressão para que os Estados desarticulassem suas redes de serviços públicos (Educação, Saúde, Água, Saneamento, Transportes e tantos outros, em muitos casos gratuitos) e os transformassem em mercadorias. Naufragou em Seattle, em dezembro de 1999, diante de uma mobilização internacional maciça, de características até então desconhecidas (como o protagonismo múltiplo e a horizontalidade) e diretamente precursora dos Fóruns Sociais Mundiais.

Dez anos depois, o ACTA é a nova investida. Chega num cenário internacional muito distinto: as ideias neoliberais perderam terreno; a colaboração via internet faz parte do quotidiano (em especial, entre as gerações mais jovens); países como China, Brasil e Índia ganharam força e iniciativa nos debates e fóruns de decisão mundiais. Para fazer frente à nova realidade, o novo acordo precisa expor ainda mais seu caráter autoritário. E já não é possível negociá-lo abertamente em nenhuma instituição internacional – nem mesmo a OMC. Por isso, o ACTA tem sido debatido em reuniões semi-informais, entre governos e grupos empresariais. O próximo ocorrerá na Nova Zelândia, entre 12 e 16 de abril. A própria aparição do texto-base só tornou-se inevitável depois que o Le Monde Diplomatique francês teve acesso a vazamentos e publicou, em sua edição de março último, um artigo, disponível no site Outras Palavras.

Ainda assim, subestimar o acordo seria um erro grosseiro. Embora seu prestígio tenha recuado nitidamente, as ideias neoliberais ainda influenciam governos e parte da opinião pública – inclusive porque, em oposição a elas, há valores e certas políticas – mas ainda não um projeto de sociedade alternativo. Por isso, leis nacionais com sentido muito semelhante ao do ACTA foram aprovados há poucos meses na França (lei Hadopi [8] e nos Estados Unidos (DMCA [9]). No Brasil, a Lei Azeredo, de idêntico sentido, chegou a ser votada no Senado, sendo revertida graças a intensa mobilização da sociedade, que convenceu o presidente da República. Há poucos dias, o próprio presidente dos EUA, para cuja eleição a liberdade na internet foi fundamental, deu declaração enfática em favor do acordo. “Vamos proteger de maneira agressiva nossa propriedade intelectual (…) [Ela] é essencial para nossa prosperidade, e será cada vez mais, ao longo do século. (…) Eis porque os Estados Unidos utilizarão todo o arsenal de instrumentos disponíveis (…) e avançarão para novos acordos, em nome dos quais se articula a proposta do ACTA [10]”.

* * *

Uma possível estratégia para enfrentar o acordo deveria envolver diversas ações paralelas. A primeira é a denúncia da ameaça. Por se tratar de um acordo internacional, ela deve ser igualmente planetária. Em diversas partes do mundo começam a surgir articulações da sociedade civil em torno do tema. Entre elas, destacam-se no momento La Quadrature du net (“A quadratura da net”, www.laquadrature.net), na França, Knowledge Ecology International (Ecologia do Conhecimento Internacional, www.keionline.org), nos Estados Unidos, e PublicACTA (http://publicacta.org.nz, na Nova Zelândia), que inclusive prepara um encontro internacional da sociedade civil, paralelo à próxima reunião internacional de articulação do ACTA, em Wellington. A forte presença de um movimento de resistência nos países ricos deixa claro que a luta em favor da liberdade de conhecimento precisa envolver também as sociedades civis e organizações políticas do Norte.

Construído num fórum informal, o acordo não poderá ter aplicação imediata – nem mesmo quando os países participantes chegarem a um acordo, numa de suas próximas reuniões. O caminho traçado por seus promotores, nas condições atuais, passa provavelmente pela aprovação de leis derivadas do acordo em parlamentos nacionais dos países do Norte. Lá, como deixa claro o discurso de Obama, os interesses econômicos dos que se julgam titulares de propriedade intelectual são mais fortes.

O passo seguinte seria transpor os mesmos dispositivos para o Sul. O caminho mais fácil para tanto são os acordos de comércio bilateral. Por meio deles, os países ricos podem, por exemplo, abrir seu mercado a certos produtos agrícolas, reivindicando em contrapartida grandes concessões na área de propriedade intelectual.

Para prevenir esta armadilha há, além do debate de ideias, um recurso institucional: é a Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI). Parte do sistema ONU, ela foi bastante criticada, no passado, por reproduzir algumas das distroções comuns às organizações multilaterais [11]. Porém, debate, há alguns anos – e aqui está outro desdobramento da nova conjuntura internacional – uma “Agenda do Desenvolvimento”. Proposta inicialmente por Brasil e Argentina, com forte apoio da Índia, inclui certas medidas com sentido oposto ao da ACTA. Rejeita explicitamente a penalização das trocas de arquivos por internet. Quer limitar e abrir exceções ao “direito” de patente [12].

No entanto, a resistência parece ser apenas parte da resposta. Numa época em que dois futuros opostos parecem possíveis – a regressão a formas de controle totalitário e as lógicas de colaboração pós-capitalistas —, é preciso desenvolver a segunda alternativa. O que seriam os novos direitos civis e sociais, na época da internet? Como estender a todos os seres humanos o acesso permanente e rápido à rede — hoje privilégio de uma minoria? Mais: como fazer deste direito não apenas a possibilidade de receber o conteúdo criado por outros; mas, também, o de participar ativamente da produção coletiva de cultura e conhecimento? E, além da internet: num tempo em que o saber converteu-se na principal fonte de riquezas, e é por natureza construção coletiva, como promover a distribuição das riquezas geradas por ele?

Se uma mobilização internacional já se esboça, em resposta ao ACTA, talvez ela possa se propor, também, a responder de modo colaborativo aestas questões.

Para ampliar este texto:

O debate sobre a ACTA será, provavelmente, um processo prolongado, que exigirá múltiplos saberes e esforços. Abaixo, alguns dos caminhos para melhorar e ampliar o presente artigo [13]

> Para assuntos relacionados ao acordo em geral:

Há, no Twitter, intensa postagem com referências a material importante sobre o acordo. Pesquisar por #ACTA. Acompanhar, em particular, as microblogagens de James Love, Michael Giest, Philippe Rivière, OpenActa (rede mexicana) e, no Brasil, de Caribé, Fátima Conti, Marcelo Branco e Sérgio Amadeu.

Le Monde Diplomatique estampou, na edição de março, um importante artigo sobre o ACTA. Pode ser encontrado, em português, no site Outras Palavras. A análise foi expandida num texto de Philippe Rivière, disponível por enquanto no blog da redação do jornal.

Na Biblioteca Diplô, é possível recuperar (em português) os textos publicados pelo jornal sobre a vitória contra a Rodada do Milênio da OMC, antecessora do ACTA: 1 2 3 4

> Para analisar a primeira versão pública:

O texto inicial do ACTA (versão pdf) está aqui É um documento de mais de 50 páginas, preliminar, com marcações sobre as diferentes posições dos países que participam das negociações, quando existem divergências. O artigo acima foi baseado em vazamentos prévios, de partes do documento, e nas primeiras análises publicadas na internet.

Para novas análises, mais detalhadas, serão muito úteis a própria leitura detalhada do texto (em inglês) e os seguintes sites, que têm publicado material a respeito:

Margot Kaminski: Professora de Direito na Universidade de Yale, especialista em liberdades civis na era digital, ele escreveu, em seguida à publicação do esboço do ACTA, uma breve análise a respeito. Foi publicada no site Balkinization, também uma importante fonte de notícias e análises sobre o tratado.

Michael Giest, professor de Direito da Universidade de Ottawa (Canadá), mantém um blog com ampla informação e muitas análises sobre o ACTA. Em janeiro deste ano, ele publicou uma série de cinco artigos sobre o acordo, o primeiro dos quais pode ser lido aqui.

La Quadrature de net é a princiapl iniciativa francesa em defesa da liberdade na rede. Dá destaque especial ao ACTA, dedicando-lhe, inclusive, uma seção específica.

Knowledge Ecology International, é um excelente site norte-americano sobre propriedade intelectual e direito à comunicação e cultura.

James Love, fundador e articulador do Knoledge Ecology International, mantém um blog com análises constantes e profundas.

PublicACTA é um site neozelandês com interessantes análises a respeito do acordo. Organiza encontro internacional da sociedade civil, que deverá ocorrer em Wellington (com forte interface via internet), entre 12 e 16 de abril – paralelo a uma nova rodada de conversações dos governos que preparam o acordo.

Sobre a história do ACTA:

Na versão em inglês da Wikipedia, há um importante verbete a respeito do acordo, com breve descrição de sua origem e todas as etapas da negociação. Também é muito informativa a série de cinco artigos publicada por Michael Geist em seu blog (começa aqui.

Sobre o acordo e o Brasil:

Em novembro de 2009, a revista A Rede entrevistou, a respeito do ACTA, Pedro Paranaguá, professor da FGV-Rio. Suas opiniões estão aqui.

No site Xô, Censura, há uma série de três artigos publicados, a partir de julho de 2008, por Fátima Conti. Redigidos quando a Lei Azeredo ainda estava em debate, eles podem ser lidos aqui: 1 2 3.



[1] Anti-Counterfeiting Trade Agreement

[2] Em 10 de março de 2010, James Murdoch, herdeiro do grupo de mídia que leva seu sobrenome recomendou, numa entrevista coletiva em Abu Dhabi, deixar de ser “amistoso” com os consumidores e punir os “ladrões” de filmes como se punem os ladrões comuns

[3] Um dos esboços do ACTA exige que as legislações dos países signatários punam também “a incitação, assistência ou cumplicidade” ao que chama de “falsificação”, ou “pelo menos, os casos de assistência à ’falsificação’ [aspas nossas] voluntária de marca e de direito autoral, ou direitos conexos, e de pirataria em escala comercial”. O texto parece escrito sob medida para atingir buscadores alternativos, como o Pirate Bay. Mas permite enquadrar também o Google

[4] Inspirado na lei francesa Hadopi, o ACTA quer excluir da internet os usuários acusados de trocar produtos culturais “não-autorizados”. Para fazê-lo, pretende congelar os endereços IP dos “transgressores”. Finge ignorar que um mesmo IP atende a diversos moradores de um mesmo domicílio (adultos ou crianças), sendo frequentemente compartilhado por seus vizinhos e pessoas em trânsito pela área.

[5] Nos últimos anos, medicamentos genéricos, transportados por navios procedentes da Índia e com destino a países africanos, foram bloqueados mais de uma vez em portos europeus. Os produtos retidos eram perfeitamente legais, tanto no país de partida quanto no de chegada, mas autoridades europeias consideraram que o trânsito por seus países feria o princípio de propriedade intelectual

[6] Uma das versões do ACTA que veio a público revela: empresas privadas poderão solicitar diretamente às autoridades aduaneiras (sem necessidade de procedimento judicial) a fiscalização e eventual retenção de produtos supostamente falsificados. Fiscais alfandegários terão também atribuição de verificar, reter e em alguns casos destruir produtos “falsificados” e também arquivos eletrônicos (músicas ou filmes “não-licenciados”, por exemplo) armazenados em computadores, pendrives e telefones celulares

[7] Cartéis como a Aliança Internacional pela Propriedade Intelectual (IIPA, em inglês), a Motion Picture Association of America (MPAA, que representa a indústria norte-americana do cinema), a Business Software Alliance (BSA, de programas de computador não-abertos) e a Recording Industry Association of America (RIAA, para a música) são desde o início construtores privilegiados do ACTA

[8] Parcialmente bloqueada pela corte constitucional francesa, por incompatibilidade com as liberdades individuais, a lei entrou em vigar em novembro de 2009. Para informação detalhada, ver verbete (em francês) na Wikipedia)

[9] Digital Millenium Copyright Act, descrito e analisado em detalhes na Wikipedia, em português, (verbete mais completo)

[10] A fala de Obama, na íntegra, pode ser lida aqui

[11] Informações maiores sobre a OMPI, incluindo críticas a ela, podem ser encontradas na Wikipedia

[12] No Brasil, o Observatório OMPI, do site Cultura Livre faz um ótimo acompanhamento da Agenda do Desenvolvimento

[13] (Esta é a primeira versão de um texto colaborativo. Veja aqui como participar de sua construção e difusão)

20

May

Dossier: 15 M | Los virales de la #spanishrevolution

No sé si la Historia se acelera, pero en España desde el 15 de mayo internet va a tanta velocidad que es difícil de seguir. Twitter, Facebook, los agregadores y los foros están revolucionados, recorridos por virus informativos de esos que no siempre coinciden con los medios de masas. Estos son algunos de los más populares:

Nobodyexpects
(Foto de @democraciarealya, más de 29.000 visitas)

- Las intervenciones ciudadanas en radio. La estrella anónima del momento es Cristina, una oyente de Burgos de 46 años que puso el martes en su sitio a los tertulianos de RNE. Su intervención comienza con un tajante “¿Estoy hablando con la radio pública?”. El chico de 19 que llamó de madrugada a Hablar por Hablar de la Cadena SER desde la acampada en Sol tampoco se queda a la zaga.

- Los hashtags mutantes. Las movilizaciones no tienen un único hashtag que les sirva de bandera, sino varios, que van cambiando cada pocas horas. Así el algoritmo que decide los Trending Topics no les penaliza y la información se mantiene fresca. Un ejemplo brillante de guerrilla informativa moderna: #democraciarealya, #spanishrevolution, #acampadasol, #nonosvamos, #yeswecamp, #notenemosmiedo, #juntaelectoralfacts, #esunaopcion, #tomalaplaza, #pijamabloc. Además, cada acampada local tiene su etiqueta (#acampadavalencia, #acampadalgño, #acampadabcn…).

- Los documentos colaborativos. Como el manifiesto de Democracia Real Ya que cualquiera puede firmar. El manifiesto, el wiki y el último texto conjunto blogueado a la vez por varios de los impulsores de #nolesvotes (el movimiento paralelo que pide el voto de castigo a PP, PSOE, CIU y partidos corruptos). O el modelo de instancia elaborado por los abogados David Bravo y Javier de la Cueva y compartido en la red que ha servido para garantizar la legalidad de las concentraciones en algunas ciudades. O la petición urgente en Actuable para la autorización de las manifestaciones en Sol que consiguió 4.000 firmas en una hora y que ya va por 30.000, poniendo al límite sus servidores. O los mapas de las acampadas y de políticos corruptos. Las protestas de mayo de 2011 en España ya tienen página en Wikipedia.

- Las retransmisiones en directo. A pesar de que la saturación de las líneas ha complicado las comunicaciones desde la puerta del Sol, pequeños medios como Periodismo Humano y agencias digitales como Ágora News se las apañaron para emitir en directo desde el centro de Madrid horas y horas de vídeo durante las acampadas del lunes y el martes. Los internautas respondieron: Agora News consiguió 5.000 visitantes simultáneos el martes en su streaming. Y una sola persona (@elteleoperador) logró 4.000 el miércoles equipado sólo con su móvil.

- Esta vista aérea de Sol de 40 segundos grabada por Periodismo Humano ha conseguido 275.000 visitas en menos de un día.

- José Luis Sampedro. Es uno de los escasos referentes intelectuales claros de un movimiento que de momento es suspicaz con los rostros conocidos. Su vídeo de apoyo a Democracia Real Ya ha sido reproducido 20.000 veces y su carta de adhesión lleva más de 4.000 ‘me gusta’ en Facebook.

- Las viñetas. Han triunfado las de El Roto, Mel, Manel, Vergara

- Menéame como punto de información. La comunidad del principal agregador español se está tomando en serio su trabajo descubriendo y recomendando enlaces y es uno de los primeros lugares donde se debe acudir a informarse. Están batiendo récords tanto de visitas como de votos.

- Las explicaciones sobre cómo funciona el sistema electoral, el voto en blanco, la abstención, la ley D’Hont… están siendo muy compartidas y visitadas, como esta, esta, esta o esta.

- Que es difícil saber cuáles son las webs “oficiales” en los movimientos distribuidos lo aprendimos con Anoymous, y que puede que llamarlas así no tenga sentido, también. Están democraciarealya.es, @democraciareal, @acampadasol, tomalaplaza.net, spanishrevolution.es, yeswecamp.org, juventudsinfuturo.net, nolesvotes.com, @nolesvotes

- La opinión de los bloggers. Lo que han dicho clásicos como Enrique Dans, Antonio Ortiz, José Luis Orihuela o Ignacio Escolar.

- Lo que dicen fuera. La red española está con un ojo puesto en cómo se ve desde fuera. Son los enlaces a Der Spiegel, la BBC, Boing Boing, una televisión árabe, Le Monde, Reddit, CNN, The New York Times

- Las fotos. La inmensa cantidad de material fotográfico amateur recogido en las concentraciones y las acampadas puede intuirse a través del grupo de Flickr Spanish Revolution. Hay recopilatorios (Enfocando, ALT1040), imagenes gigantes (Lainformacion.com), retratos de los “otros” antisistemas como este o este

- Los bulos, los errores, la información y la contrainformación vuelan. El patinazo de Izquierda Socialista, que colgó dentro de la web del PSOE un manifiesto en contra del PSOE fue una de las comidillas del martes. La persona que registró el dominio y se encargó del alojamiento de democraciarealya.com (alguien muy conocido en la internet hispana) ha tenido que dar explicaciones ante la acusación falsa de que pertenece al partido socialista. Corrió el rumor en Twitter de que Intereconomía estaba llevando a sus propios jóvenes a Sol para entrevistarlos allí y manipular una información, algo que no sucedió así en realidad. También se ha extendido de forma extraordinaria -lleva más de 92.000 visitas a estas horas- un manifiesto subido por tuitero, aunque no ha sido consensuado por el movimiento (el único votado en sus asambleas hasta el momento es este).

- También ha sido viral lo que han dicho Felipe, Iñaki, Federico, Amando, Esperanza o Angels.

- ¿Con esos pantalones de maricón cómo vas a encontrar trabajo? Este artículo de Rolling Stone lleva 7.000 “me gusta” en Facebook y cuenta la historia de Marcos Rebollo, periodista y profesor de 35 años, que fue detenido el domingo tras las protestas junto con otras 18 personas. Le tocó pasar la noche en la comisaría de Moratalaz.

- Intereconomía. El canal de TDT indignó tanto a los tuiteros que fue Trending Topic el jueves por la noche. Estas dos capturas dan algunas pistas de las razones (48.000 y 28.000 vistas respectivamente).

  Intereconomia1

Intereconomia2

Todosauna
(El popularísimo manifiesto del que se ha desligado @acampadasol)

via 15 M | Los virales de la #spanishrevolution

Por: Delia Rodríguez (Escrito a las 02:00h-19 may 2011)

¡Sorpresa! ¡Funcionó!

Por: Delia Rodríguez

Hace poco una amiga subió a Facebook un video de su hija nacida hace unos meses. El bebé miraba su mano con seriedad, la movía y después volvía a mirarla. El vídeo parecía capturar justo ese momento en el que un ser humano se da cuenta de que sus extremidades son suyas y de que puede moverlas cuando quiere. No era la única fascinada con su superpoder: a la vez, la madre se estaba percatando de lo que hacía su hija, lo grababa y lo subía a internet para que otros mirásemos el momento mágico.

Algo parecido es lo que ha ocurrido hoy en España, cuando decenas de miles de personas han salido a la calle a la vez en manifestaciones simultáneas transcurridas en unas 50 localidades. Sin ser convocadas por partidos políticos ni sindicatos. Organizadas a través de internet y las redes sociales.

Sol
(Una de las fotos del día en las redes, tomada por @pepaglezglez desde una azotea de la Puerta del Sol en Madrid)

De repente, después de tanta tanta cháchara sobre ciberrevoluciones, va internet y funciona. Después de tanta discusión sobre la pasividad de los jóvenes, van y salen a la calle. Y claro, la cosa ha pillado mirando a otro lado -en concreto a la bragueta de Strauss-Kahn- a algunos medios, fuertemente criticados como parte del poder contra el que se dirigen las protestas. Pero también ha pillado un poco despistados a los cabreados (el periódico donde publico este blog prefiere llamarlos indignados, pero a mi me gusta más el término castizo).

Como el bebé de mi amiga, han flipado al descubrir que para moverse, sólo hace falta hacerlo.

El hashtag #15mani ha sido el principal Trending Topic de la tarde en España e incluso ha llegado a la tercera posición de los trendings globales, algo cada vez más difícil. Sabiamente, la organización de Democracia Real Ya ha ido mutando las palabras clave para que el algoritmo de Twitter -que ama la novedad sobre la popularidad sostenida en el tiempo- no penalizara un movimiento que llevaban semanas preparando. El otro lugar donde ir siguiendo al segundo las manifestaciones, disturbios incluidos, ha sido la etiqueta #15m.

Los manifestantes han ido narrando y subiendo fotos en abundancia a Twitter, Facebook o los foros desde todas las ciudades, improvisando una cobertura ciudadana impresionante. Basta ver las fotos reunidas en Topsy aquí y aquí o galerías de tuiteros como esta o esta. Con naturalidad en el manejo de la técnica, porque ¿cuántos veinte o treintañeros no tienen Facebook? Pero con sorpresa en el análisis del contenido, escandalizados por estar en el lugar de los hechos antes que la prensa, informando al minuto de asistencia, lemas e incidentes. Deberíamos irnos acostumbrando. Cuando algo ocurre por sorpresa, sea en Japón o en el centro de Madrid, siempre habrá un testigo que lo tuitee mucho antes de que salga en televisión. O cientos de testigos. Y muchas más personas siguiéndolo puenteando los medios tradicionales.

Otra cosa fascinante que creo que ha ocurrido es que ha funcionado la organización desorganizada en forma de red, sin un centro claro y acelerada por las redes sociales, eso que Manuel Castells llama wikirevoluciones.

La convocatoria surgió desde grupos universitarios nacidos en Madrid como Juventud Sin Futuro, que ya reunió el 7 de abril a dos o tres mil personas. Después Democracia Real Ya ha funcionado como una plataforma a la que se han arrimado organizaciones de todo tipo, desde los ‘virtuales’ #nolesvotes hasta Anonymous o clásicos como ATTAC. De momento parece que ninguna ha corrompido la unión temporal. Habrá que vigilar qué ocurre más adelante, porque aparte de la sensación de querer ejercer la democracia votando y no tener a quién hacerlo, nada poseen en común. Además se han unido miles de personas ajenas a cualquiera de esas etiquetas. Más de 42.000 llegaron a confirmar su asistencia al evento de Facebook, un lugar donde Democracia Real Ya posee 29.000 fans.

Dice Juan Varela en su blog: “recuerda a aquella tarde del 13 de marzo de 2004, cuando los SMS y los blogs señalaron la irrupción de la política 2.0 en la democracia española. Aquella tarde cuando una insatisfacción y una ira tan grande como la de hoy dieron un vuelco a las expectativas electorales tras la tragedia del 11-M”. La tarde del Pásalo pasaría a ser un caso de libro de movilización social a través de las redes. También hubo sorpresa ante el propio poder autoorganizativo de la sociedad y unas elecciones, en aquel caso, al día siguiente. Esta vez tendremos que esperar una semana para saber bien qué ha pasado.

BBC Brasil | Obama e o discurso para o Médio Oriente

19

May

Reportagem | AlertNet: "One Day In Port-Au-Prince"

Reuters | Euro zone debt crisis in graphics

18

May

Grist | How to Talk to a Climate Skeptic: responses to the most common skeptical arguments on global warming

Below is a complete listing of the articles in “How to Talk to a Climate Skeptic,” a series by Coby Beck containing responses to the most common skeptical arguments on global warming. There are four separate taxonomies; arguments are divided by:

Individual articles will appear under multiple headings and may even appear in multiple subcategories in the same heading.

Infographic: 97 out of 100 climate experts think humans are causing global warming

The 97% figure comes from two independent studies, each employing different methodologies. One study surveyed all climate scientists who have publicly signed declarations supporting or rejecting the consensus (Anderegg 2010). Another study directly asked earth scientists the following question “Do you think human activity is a significant contributing factor in changing mean global temperatures?” They found 97% of actively publishing climate scientists answered yes (Doran 2009). As “climate scientists actively publishing peer-reviewed research on climate change” doesn’t really roll off the tongue, I abbreviated that down to “climate experts”.

One feature of Doran’s survey results is that while 97% of climate expert said “yes, humans are causing global warming”, only 1% said “no, we’re not”. The other 2% were unsure:


Response to the survey question “Do you think human activity is a significant contributing factor in changing mean global temperatures?” (Doran 2009)

I’ve indicated the “I’m not sure” portion in the “97 out of 100 climate experts” infographic with grey colouring.

# Cf. Guide to Skepticism

17

May

Artigos | Caso DFK

Your Guide to DSK Conspiracy Theories

Reuters

Para ler:

Media coverage of Dominique Strauss-Kahn (who has quickly been reduced to the monogram DSK) is rapidly becoming a study in cultural divides. Yesterday, the French media and chattering class wer shocked by the photos from Strauss-Kahn’s “perp walk.” Today, the headlines are full of details of his imprisonment. “First night behind bars for DSK,” reads the the leading article for Le Figaro. “Dominique Strauss-Kahn is in prison,” informs Libération. Not just any prison: “After the hearing yesterday, Dominique Strauss-Kahn was sent to the Rikers Island prison.” That made headlines in Le Monde, too: “Dominique Strauss-Kahn incarcerated at Rikers Island,” proclaims the article, which also goes into the details of the grand jury process for French readers.

Rikers Island, a dangerous and noisy prison,” writes Le Figaro's Marion Brunet, seeming to get right to the heart of French fascination and concern. As an indicator of French coverage devoted to Rikers Island, check out the map offered by Libération on their updating page on the DSK story (full size). ”It’s one of the largest incarceration complexes in the world,” she notes, going into details geographical and physical. “One center specializes in the detention of prisoners suffering from transmissible diseases.” DSK himself “will take his meal alone in his cell, and may not have any contact with the more than 11,000 prisoners currently living in the various buildings of Rikers Island.” She quotes lawyer Gerald Lefcourt saying that the food there is horrible, and that “there’s a real danger for celebrities to be attacked.” 

Meanwhile, the French media are also covering political implications, and one of those involves suing papers that showed the images of Strauss-Kahn in handcuffs. Though an American tradition, in France that’s illegal, as it is seen as violating a presumption of innocence. One of Strauss-Kahn’s French lawyers says there will be a decision “in the two or three days ahead” over lawsuits against French media outlets. In this case, there’s more than just dignity at stake, as there usually is. There’s also major political fallout, some of which is probably unavoidable, no matter what photos get circulated.

"Nicolas Sarkozy deliberately didn’t say the name Dominique Strauss-Kahn" at his breakfast Tuesday, notes a Le Monde blog post. But “in private, the head of state thinks the affair is a disaster for the socialist party, which will lose part of the fight for the presidential election: the moral one.” Libération, its site filled with three or four page-lengths of DSK headlines before you get to any other news, leads with “Aubry’s orders: ‘unity, responsibility, combativeness.’” Aubry is Martine Aubry, First Secretary of the Socialist Party.

Finally, in a spectacular bit of transatlantic mutual meta-observation (considering similar New York preoccupation with what the French are thinking right now) a Le Monde blog post notes English-language stories about the number of “moral scandals that France has tolerated.” It reads: “particularly severe, the Anglo-Saxon press spotlights French responsibility in this scandal.”

in The French Are Fascinated by DSK’s Trip to Rikers

(…)

The French Are Fascinated by DSK's Trip to Rikers

AP Images

May 16, 2011, 5:05 pm

French Shocked by I.M.F. Chief’s ‘Perp Walk’

NYT The Lede by SCOTT SAYARE, MAïA DE LA BAUME and ROBERT MACKEY

A French television report on Dominique Strauss-Kahn’s “night in hell.”

DAILYMOTION 1: http://dai.ly/kzXOKG

As our colleagues Steven Erlanger and Katrin Bennhold report, “The arrest in New York of one of France’s leading global figures and a possible next president, Dominique Strauss-Kahn, on charges of attempted rape produced an earthquake of shock, outrage, disbelief and embarrassment throughout France on Sunday.”

Though horrified by those alleged crimes, the French press and political elite on Monday seemed perhaps more scandalized still by the images of Mr. Strauss-Kahn’s brusque treatment by the New York police, and his exposure in the American media.

“I found that image to be incredibly brutal, violent and cruel,” the former justice minister Elisabeth Guigou told France-Info radio on Monday, referring to widely published photographs of a beleaguered-looking Mr. Strauss-Kahn, handcuffed and led by several New York police officers. “I am happy that we do not have the same judicial system.”

As justice minister, Ms. Guigou, now a parliamentarian, oversaw the passage of a law prohibiting the publication of photographs of handcuffed criminal suspects.  

“I don’t see what the publication of images of this type adds,” she said.

Asked about Ms. Guigou’s remarks, Eva Joly, a well-known French magistrate who once brought charges against Mr. Strauss-Kahn for corruption (of which he was later acquitted), agreed that “these are very violent images.” Ms. Joly, who is now a leader of the French Green Party expected to run in next year’s presidential election, added that this sort of media spectacle might be “more violent for a celebrity than for an unknown person,” but noted that the American justice system “doesn’t distinguish between the director of the I.M.F. and any other suspect. It’s the idea of equal rights.” *

Ms. Joly also suggested that the ‘perp walk’ images of Mr. Strauss-Kahn in handcuffs were a product of a justice system quote unlike the French one, because American prosecutors always needs to think about convincing a jury of a suspect’s guilt. At present, there are no jurors in many French courtrooms, although French President Nicolas Sarkozy has proposed changes that would make juries more common and jurors do take part in trials for the most serious offenses, including rape.

DAILYMOTION 2:  http://dai.ly/iFtSxv

As Richard Brody observed of Ms. Joly’s comments in a post on The New Yorker’s Web site: “the perp walk seems to have no French counterpart. But Joly’s more substantial remarks, regarding the differences between the two countries’ judicial systems, deserves consideration.”

Mr. Brody pointed out that the documentary filmmaker Raymond Depardon’s fly-on-the-wall look at French justice, “Tenth District Court,” from 2004, showed a very different system of justice, “unlike the ritualized theatre of American proceedings.”

The 12 defendants who appear before Judge Michÿle Bernard-Requin and her colleagues for such offenses as drunk driving, marijuana peddling, petty larceny, and arms possession must stand at a podium in the center of court and answer her direct questions. Without a jury to seduce, the defendants wear their usual clothes and speak their mind with a refreshingly contentious frankness

Mr. Brody also points to this trailer for the film, which gives a sample of a very different system in action:

YOUTUBE: http://youtu.be/_vBFTt13mdw

French journalists covering the case in New York were themselves astonished to see Mr. Strauss-Kahn in handcuffs, even in person. “Last night, the chilling image of DSK handcuffed nailed our mouths shut,” wrote Stéphane Jourdain, a French reporter for Agence France-Presse, using Mr. Strauss-Kahn’s initials, his familiar French moniker. “Not one journalist asked him for a reaction when he came out.”

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Hier soir, l’image glaçante de DSK menotté nous a cloué le bec. Pas un journaliste ne lui a demandé une réaction quand il est sorti.Mon May 16 11:45:01  via Twitter for iPhone

In a column on the origins of the phrase “perp walk,” in 2002, William Safire explained in The New York Times Magazine:

Perp walk burst into print in November 1986; Newsweek reported that Charles Hynes, the New York prosecutor, “refused to parade defendants before cameras in the now-traditional ‘perp walk’ that many prosecutors use to please the TV stations.” The columnist Nat Hentoff, journalism’s foremost defender of civil liberties, wrote that same month in criticism of publicity-seeking prosecutors who “put defendants through what is called in the trade a ‘perp walk’” after alerting camera crews of the parade of supposed malefactors. “Under such circumstances, even Mother Teresa would look extremely suspicious, especially if her hands were cuffed behind her back.”

Robert Morgenthau, Manhattan’s district attorney, informs me that the phrase dates back to the mid-70’s, when he and the TV reporter Gabe Pressman often clashed over the interests of the press and the public versus the rights of the accused. “Gabe said, ‘We need pictures to report your cases,’ and I said, ‘You’re breaking my heart,’” recalls the crusty D.A. “But Rudy Giuliani, when he was a prosecutor, was the master of the perp walk.”

As Mr. Safire explained at the time, even when it does not concern high-profile French politicians, the practice “has come under fire from a minority determined to defend the principle of the presumption of innocence and the rights of those indicted to a trial before an unprejudiced jury.”

The possibility that the parading of Mr. Strauss-Kahn in handcuffs could compromise his right to be considered innocent until proven guilty struck several French commentators on Monday.

“The heart can only contract before these humiliating and poignant images that they’re giving of him,” Jean-Pierre Chevènement, a leftist senator and former minister, wrote on his blog. “A horrible global lynching! And what if it were all a monstrous injustice?”

While acknowledging that Mr. Strauss-Kahn’s alleged crimes are “particularly serious,” Le Monde editorialized in its Monday afternoon edition, “When one of the world’s most powerful men is turned over to press photos, coming out of a police station handcuffed, hands behind his back, he is already being subjected to a sentence which is specific to him.”

“Grave question,” the newspaper continued. “Is it necessary that a man’s fame deprive him of his presumption of innocence in the media? Because if they must assuredly be equal before the justice system, all men are not equal before the press.”

* This post was revised to add more of Ms. Joly’s remarks at the suggestion of readers who suggested that her comments might be misunderstood if not aired fully enough.

16

May

Nearly 100 Fantastic Pieces of Journalism

These must-reads are my personal picks for the best nonfiction of 2010

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Awards season in journalism is almost over: David Brooks has long since handed out the Sidneys, the Pulitzer Prizes have been issued, and the National Magazine Award finalists find out who won next week.

Throughout 2010, I kept my own running list of exceptional nonfiction for the Best of Journalism newsletter I publish. The result is my third annual Best Of Journalism Awards - America’s only nonfiction writing prize judged entirely by me. I couldn’t read every worthy piece published last year. But everything that follows is worthy of wider attention. Thanks to Byliner, a promising new site dedicated to publishing and sharing feature-length nonfiction, my annual awards dating back to 2008 are soon going to have a permanent home. I am indebted to its founder, John Tayman, for including me in an enterprise well worth checking out - and for his encouragement as I assembled this list.

Dossier | Prisão de Strauss-Kahn

Strauss-Kahn fica em prisão preventiva

Dominique Strauss-Kahn vai ficar detido preventivamente, segundo a decisão de um juiz de Nova iorque, que recusou a libertação do director do FMI mediante o pagamento de uma caução de um milhão de dólares. Dois relatórios, citados por um site francês, revelam mais pormenores sobre a agressão a uma empregada de hotel. > Jornalista descreveu Strauss-Kahn como “um chimpanzé com cio”
Outra mulher queixa-se de Strauss-Khan por alegada agressão sexual
Apetite sexual de Strauss-Kahn conhecido e com bastos incidentes
 Veja o documento da acusação

Dominique Strauss-Kahn vai ficar na prisão até julgamento por tentativa de violação

PÚBLICO

Uma juiza de Nova Iorque recusou a fiança a Dominique Strauss-Kahn e o ex-director do Fundo Monetário Internacional vai aguardar na prisão o julgamento por tentativa de rapto e violação.

DSK: franceses chocados com tratamento “indigno” dos americanos

Franceses não aceitam que a Justiça americana trate Dominique Strauss-Khan como “um bandido qualquer”. Dizem que ele foi humilhado por ter sido filmado algemado e apresentado com ar de “um desgraçado”.

Compaixão e conspiração

O local do (alegado) crime de Strauss-Kahn (fotogaleria)

O hotel Sofitel, em Nova Iorque, está hoje no centro do mundo. Jornalistas e polícia continuam no local, onde alegadamente Dominique Strauss-Kahn terá tentado violar uma mulher

Strauss-Kahn fica em prisão preventiva 17:54  A juíza do tribunal Nova Iorque, que ouviu Dominique Strauss-Kahn determinou que este permanecesse em prisão preventiva devido ao perigo de fuga.  FMI reúne conselho de administração para debater problemas do director-geral Relatórios de acusação são “implacáveis” para Strauss-Kahn Alemanha quer manter um europeu à frente do FMI Mario Draghi não está interessado em suceder a Strauss-Kahn Strauss-Kahn terá um álibi para a hora do alegado crime Detenção de Strauss-Kahn não afectará aprovação de ajuda a Portugal Noyer acredita que ajuda a países em crise não será afectada pelo escândalo no FMI Alemanha: Detenção de Strauss-Kahn não dificulta negociações sobre a Grécia Líder do PS francês diz-se “estupefacta” com acusação a Dominique Strauss FMI assegura “funcionamento em pleno” apesar da detenção do director-geral Director-geral do FMI preso por acusação de agressão sexual (act2) A crise de DSK comunicada pelo FMI

REPORTAGEM/Strauss-Kahn: DSK perde primeira batalha na justiça e


SIC Notícias - há 3 horas

"O meu cliente é um pai de quatro filhos, não quer viver como um fugitivo, God We Trust” (Em Deus Confiamos), omnipresente nas salas de tribunal do país.

Diretor do FMI comparece a tribunal de Nova York por acusação de - Terra Brasil
Strauss-Kahn aguarda julgamento em prisão preventiva na Rikers Island- i Informação
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DSK: Advogado alega que o encontro foi consensual

Strauss-Kahn na mesma prisão de Renato Seabra

O director do FMI viu esta segunda-feira ser-lhe negado o pedido de caução e vai esperar julgamento na prisão de Rikers Island, a mesma em que está detido Renato Seabra, o modelo acusado de assassinar…

Consulte aqui o Especial sobre o caso de Dominique Strauss-Kahn